Hillary pedirá ao Brasil que pressione Irã sobre programa nuclear
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pedirá às autoridades brasileiras que pressionem o Irã na questão do polêmico programa nuclear do país, afirmou hoje o secretário de Estado adjunto para a América Latina, Arturo Valenzuela.
“Vamos pedir a nossos colegas brasileiros que pressionem o Irã a readquirir a confiança da comunidade internacional cumprindo suas obrigações internacionais”, ressaltou Valenzuela.
Segundo o secretário, os EUA deixarão claro ao Brasil que, caso o país não faça isso, ficarão “muito decepcionados”.
“Se o fizerem, acho que é um passo importante que podem dar”, apontou.
O Governo brasileiro, que estreitou relações com o Irã nos últimos meses, defende o “direito” desse país ao “desenvolvimento nuclear com fins pacíficos”. O Brasil se opõe à aprovação de medidas contra Teerã, pois considera que a solução à crise só chegará por meio do “diálogo”.
O Brasil assumiu neste ano uma das cadeiras rotativas do Conselho de Segurança da ONU. Por isso, um ponto importante da viagem de Hillary será pressionar o Brasil pelo apoio à imposição de novas sanções econômicas contra o programa nuclear iraniano.
Até o momento, os Estados Unidos, principais defensores de novas sanções contra o Irã, conta com o apoio confirmado do Reino Unido e da França entre os membros permanentes. A Rússia parece ter se aproximado da posição americana, mas já a China continua reticente.
No início dessa semana, Hillary declarou em discurso ao Congresso que o programa nuclear iraniano era “a prioridade principal” de seu Governo em política externa.
O “número três” do Departamento de Estado americano, William Burns, está no Brasil para conversas com as autoridades nacionais antes da chegada da secretária.
Burns é o responsável das negociações nucleares com o Irã do Grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) mais a Alemanha.
A chanceler americana começa na segunda-feira sua viagem pela América Latina, que inclui escalas no Uruguai, Chile, Brasil, Costa Rica e Guatemala.
Ela chegará a Brasília na quarta-feira, quando se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.



















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